terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Azul é a melhor cor

Hoje assisti dois filmes. Aí me deu vontade de escrever. Na verdade essa vontade de escrever vem me rondando nos últimos dias... E eu evito. Porque eu evito? Não sei. Tem muito tempo que eu to numa vibe de que ninguém quer ler o que eu tenho pra falar e que o que eu digo mal sai de mim: é muito meu!
Mas vamos lá... esse diário também mal sai de mim. Tá na internet, mas é custoso de achar no google. Ótimo.

GrazaDeus 2015 acabou. Foi um ano ótimo, Velho! Eu casei em 2015! Pra sociedade... pro meu pai. Porque casar casar mesmo foi em 2014. Mas vestido, festa, varal de lâmpadas, buquê de gérberas foi em 2015. Mas o resto do ano foi tão tenso e intenso que vixe... me faltou ar. Que bom que acabou!
O que muda? Nada. Mas em um valor simbólico, uma esperança intrínseca. É uma chance de respirar e esperar coisas novas. Que viriam ainda que 2015 tivesse 90 meses, mas esse fim de ano e reinicio de contagem é benéfico.

Teve pai biológico aparecendo depois de 30 anos, acreditam? Foi demais pra mim. Nem vou falar disso agora. Não dá.

E 2016? Ué... Vai ter resoluções. Vai ter terapia holística - que eu sou muito mística, baby - começando amanhã. Vai salada de alface que eu plantei. Vai ter bebê? Acho que não. Uhhhll! Um blog que começou falando de fim de namoro merda agora tem assunto "bebê"! Muito amadurecimento.
Eu acho que a Shonda Rimes tá perdendo em não encerrar Grey's Anatomy e dar uma renovada fazendo um seriado da minha vida. Começando nos meus 15, 16 anos. Teve tanto acontecimento bomba, tipo fim de temporada...

Voltando aos filmes: Teddy Mosby que me perdoe, mas o que tem de tão especial em "Noivo neurótico, Noiva nervosa"? É um filme legal. Só. Agora... "Azul é a cor mais quente"... Nossassenhoraparecida! Muito bom! Não é só o tema interessante, ou as cenas de sexo que eu achei muito boas (comunidade LGBT que me perdoe, Eu tenho parâmetros héteros, mas enfim,,,), mas o sentimento que passa pelos closes no rosto da Adele. Da Emma também, mas principalmente na Adele. Sofri as várias angústias dela. O tempo todo.
E fiquei pensando em, hétero ou homo, a vida é quase a mesma... Em ciclos inevitáveis... Mas isso é assunto pra outro dia. Ta tarde e eu só queria dar o primeiro passo em direção à volta. Eu só queria escrever. Sem muito rumo, nem pretensão...

segunda-feira, 31 de março de 2014

Da impontualidade do amor / Uma declaração para o Renato

Acontece que o amor não é pontual e nem é certinho. Livros e filmes indicam o que fazer de mais romântico, mas na vida real, as coisas acontecem como podem, e é bem mais bonito. 
Eu li esse texto da Martha Medeiros (A impontualidade do amor) faz uns 13 anos, e nunca esqueci. Antes ele era um alento, de que uma hora o amor (o certo, a minha pessoa) viria. Hoje ele é uma constatação. A minha pessoa me acho de toquinha de biscoiteira na cabeça, ele quase 5 anos "atrasado" (mais novo) e eu sem saber mais o que esperar. Mas com persistência e um pouco de marketing, ele me dobrou e eu deu uma chance, pra ver "de qualé que era". E foi! Está sendo e eu estou muito feliz.
O pedido de namoro veio num ponto de ônibus lotado, a gente suado porque tinha corrido, era quarta feira, não tinha flores, mas amor já tinha, porque ele é a minha pessoa desde os 14 anos dele, sem eu fazer a mínima idéia.
Agora, quase dois anos depois, veio outro pedido, coisa que a gente já queria mesmo, mas que não era oficial. Ontem virou, e não foi num jantar, não tinha música, não tinha luz... Eu gripada, pronta pra dormir e ele teve a ideia de me dar esse anel de chiclete e me pedir em casamento. O anel não serve no dedo anelar, e a gente não sabia a mão certa para noivado, namoro ou casamento, mas o pedido foi real e a aceitação também, então, independente dos símbolos, nós estamos enlaçados um no outro, e daqui a pouco vem mais novidades por aí, laço mais estreito...

terça-feira, 24 de julho de 2012

O homem bomba

Ela tinha bom caráter
Era bonita como poucas
Tinha bom gosto para roupas
E seu perfume era sutil
E ela lhe dava tudo

E era um relacionamento saudável
E era um relacionamento saudável
Desses que e gente nunca dá valor
Pois falta sal

Ele era atencioso
Atento a tudo o tempo todo
E a buscava no colégio
E adorava vê-la rir
E ele lhe dava amor

E era um relacionamento saudável
E era um relacionamento saudável
Desses que e gente nunca dá valor
Pois falta sal

Mas o céu se abriu num sorriso branco
Quando outra surgiu com seu salto alto
Mas o chão se abriu sob a nuvem negra
Quando outro surgiu de jaqueta preta

E era um relacionamento saudável
Era um relacionamento saudável
Mais um relacionamento saudável
Desses que nos deixam marcas pelo corpo todo
Desses que nos deixam marcas pelo corpo todo
Desses que nos deixam marcas pelo corpo todo...


(Música Relacionamento saudável da banda Rocz)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Alguém me peça para parar!

É sempre isso: eu começo a achar que eu não sei escrever porcaria nenhuma, ou que o que eu escrevo é bonzinho igual a outras 200.000 meninas que escrevem coisas boazinhas. Nada fantástico. Passo meses totalmente se inspiração. Meus maiores ímpetos de escrever qualquer coisa são quando eu quero xingar a minha irmã e maldizer meu presente covarde. Mas eu escrevo, salvo com data numa pasta de textos blogáveis e não posto nada.

Ai num dia de ataque de DDA (ainda não comprovada oficialmente, porque eu não quero dar trela pra mais um problema oficialmente nomeado, mais um carimbo de defeito na máquina que sou eu*), eu começo a ler blogs. Os meus preferidos são o da Fabi e o do BFF. Hoje li o do BFF e fiquei com uma coisa por dentro... Ele fazendo um coletivo literário, olhando ilustrações (tenho um cara pra indicar) e custos de edição e eu comprando roupa e presentinhos pro mau namorado. Ele criticando quem chama esses bares fechados e mal iluminados ou qualquer bar na Savassi de Pub e falando das pessoas maquiadas e plásticas e eu passando rímel todo dia porque meus cílios são curtos demais. Mas e daí que meus cílios são curtos demais??? Me consola pensar que pelo menos eu não uso chapinha. Mas é um consolo muito frouxo...

Passei o endereço do meu blog pra uma pessoa. Uma menina nova daqui do trabalho que eu achei que podia gostar dessas coisas e ela disse que de fato está gostando. Fiquei pensando em divulgar mais e virar uma blogueira famosa, mas eu não tenho condição de sustentar isso e nem quero.

Estou, pra começo de conversa, com preguiça de falar da minha vida. Isso porque está tudo ótimo, uma belezura, mas bem repetido. Tudo repetido! Tuuuudddooo repetido (isso foi um grito, de desespero mesmo). Mas repetido como?

Repetido repetido. Eu to feliz, comecei a namorar e é um cara que nunca esteve descrito aqui (não que eu ne lembre). E ele é uma gracinha, mas eu fico pensando em até quando... Eu deixo de curtir o momento feliz? Não. A gente se vê direto, se chama de coisinhas, se pega loucamente sempre que pode, ele me acha divertidamente desastrada, eu estou me mantendo na linha: nada de ciumeira besta, nada de carência chorosa, nada de cobranças de nada. Ai eu lembro dos outros... Lembro de mim... E paro logo de pensar, pra não pirar e meter os pés pelas mãos. E tem o resto...

Estou trabalhando quase direito, mas sempre tem aquela chance de contrato ou demissão.. Nunca sei. Tem dias que eu produzo bem. Tem dia que eu leio blogs. E assim vai.

Meu gerente está me ajudando a procurar emprego em outro ramo, mas ta complicado. Eu não tem experiência e nem formação e as pessoas me dão as justificativas mais fofas pra dizer que eu não sirvo. O gerente diz que é assim e que eu não tenho eu desanimar. E eu vou vivendo...

Minha querida irmã está daquele jeito... A ultima dela foi reclamar que eu passo o fim de semana namorando e ela fica sozinha cuidando dos cachorros. Eu não respondi nada e fiquei pensando... Não sei o que ela pensa que eu vou fazer, mas isso realmente é um problema, porque eu não vou deixar de passar o fim de semana inteiro fora.

Eu culpo muito ela por ter me convencido a assumir a responsabilidade sobre uma cachorra que merecia tão mais. Eu gosto dela, claro, mas não quero ficar em casa por causa dela e não quero gastar 50,00 com coleira, 80,00 com consulta, 40,00 com vacina. A minha querida irmã não entende que quando eu virei mãe da Amèlie, eu ganhava 195% a mais que hoje.

Pra quem não queria falar da própria vida, eu já falei tudo da minha.
Sinto muito por vocês poucos que acabam lendo isso. Eu realmente não tenho muito do que falar e sai isso.
Posso começar a contar de filmes que eu ando vendo (namorado é cinema garantido, neam?).
Posso postar coisas que eu ando vendendo também...
Posso continuar não postando nada.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fé (futuro, presente) de gelatina ou de rapadura?

Quando foi que eu virei essa pessoa medrosa? Essa pessoa parada num lugar com medo de se mexer e causar desmoronamentos em tudo ao redor?
Será que é essa a concepção de ser adulta e estável na minha cabeça descompensada? Eu acho que é a única explicação... Por que foi essa semana, conversando com a minha chefe que eu consegui expressar em palavras essa coisa que eu tinha dentro e mal entendia: eu tenho medo de mudar, por que foi muito difícil me manter quieta um dia.
Eu era aquela doidinha, que corria no corredor da faculdade porque estava sempre atrasada e cansava das coisas, dos textos, dos meninos, do trabalho... Vivia trocando de brinco, de estágio, de república. Nunca fiz tatuagem por que algo imutável era inconcebível. Ai um dia a Tati me mandou por um salto e fazer uma entrevista. Fiz e consegui o emprego, ganhando 2/3 a mais do que sempre em qualquer emprego e isso me convenceu a aguentar a mudança drástica de rota. Pois aguentei mesmo, ventos e tempestades de areia, fofocas e até assédio, sobrevivi a tudo e fui ficando, por que era um jeito de deixar de ser a ovelha negra da família que não parava em emprego nenhum e sempre seria uma professora de história pobre, porém cheia de idéias boas.
Acho que eu não queria ser assim, né? A ovelha negra e posteriormente a fracassada, já que minha irmãzinha vai virar uma Dra Veterinária famosa por defender os cães da matança por leishmaniose...
Mas ser trabalhadora da Fiat não me rendeu tantos louros. Principalmente no quesito emocional. Foi o assédio, mudança de chefe, falta total de utilidade no setor, devolução (eu sou terceirizada), volta numa área diferente, trabalho mecânico, amizades ótimas, paz, ameaça de nova devolução, reaproveitamento, total inaptidão, devolução sem nenhum respeito. Outra volta, outra área, outras amizades, um trabalho mais mecânico que o anterior, a adaptação, o DDA, a melhora geral e a bomba: "Não sei se por você ser muito prestativa para todos ou se porque você é muito distraida, você é lenta nas entregas e se tivesse uma vaga hoje, eu não te contrataria".
É verdade que eu sou lenta? Não. Chorei pela injustiça, 7 meses como uma trabalhadore de merda, mas colhi nova opinião e me re-motivei a acordar cedo pra trabalhar. Mas, como a segunda opinião sabiamente observou: "Esse não é o seu lugar. Você quer ficar aqui? Quer se esforçar pra ficar aqui? É isso que você quer pra sua vida? Na minha época, as pessoas faziam o que dava, eu não escolhi trabalhar aqui: aconteceu e eu fui ficando, mas você, as pessoas da sua idade podem escolher. Você não precisa ficar só por que você já começou aqui."   

=X

No choque do que ela disse eu entendi o que me pára. Eu não era medrosa, mas também não esperava nada da vida, por que eu era cheia de planos diversos e muito tempo pela frente e não precisava escolher nem pensar demais. Não é que meu tempo tenha acabado, mas agora eu aspiro coisas, quero estabilidade, só que por falta de costume, não consigo escolher nada, não consigo me mexer, já que a minha estabilidade atual está sobre um castelo de cartas que cairão assim que eu me mexer.
Como as crianças do Emejinho aprenderam, a minha fé e a minha vida não podem ser construídas sobre a gelatina  (ou a areia), então, talvez tenha mesmo que cair tudo sob mim, daí eu vou poder reconstruir as coisas de forma firme, sobre a rapadura (ou a rocha).

Agora é criar coragem pra sair do morno e enfrentar o gelado ou o cálido, por que como andei conversando dia desses, eu estudei uma coisa com a qual eu nãa trabalho, trabalho numa coisa que eu não estudei e combino com uma terceira coisa que eu nem estudei nem tenho nenhuma experiência.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

(Quase) Toda paixão me diverte!

Como eu me apaixono fácil, meu Deus! Fico pensando se sou uma promíscua ou uma romântica... 
Estava eu, semana passada, me preparando para o show do Transmissor + Cícero + Monograma, e estava apaixonada por eles todos ao mesmo tempo! Transmissor é paixão antiga e tem cadeira cativa nos meus ouvidos então eu me dividia entre Cicero de dia e Monograma à noite:

"Tire os pratos da mesa que hoje vai ter correnteza e mar..."

"Tudo vai estar em calma. Em calmaria.
Calma Maria toda tonta tola que já vamos voar
(...) E eu nem sei mais quantas trilhas milhas metros vamos encontrar
Eu vou soltar meus sapatos no ar..."

"Nem sei dessa gente toda, dessa pressa tanta, desses dias cheios
(...) E o céu engarrafado"

"Eu nem vi quando você espetou sua casa ali
(...) Quando você acordou as cortinas"

"Braços, desenho e papel e a mordida no pão
A dobra desse cobertor, aspirinas e a dor
(...)Escuto o despertador, nossa mordida no pão
A sorte de um cobertor, aspirinas e amor"

"Leva pra você. Já me cansei de olhar as fotos que tirei e que eu guardo só pra distrair"

Devido à frustração que foi esse evento na minha vida, nem vi a cara do Cícero, e o TC do Transmissor chegou de mãos dadas com a namorada super loira dele, e eu não entrei por motivos... Enfim... Passei a semana escutando Dois. Repetindo as únicas 4 músicas deles (tenho 5 mas não gosto de uma delas).   Cantando, conhecendo e querendo que os outros conhecessem...

"Um livro na estante pra te mostrar que eu sei ler
(...) Fotos de moços que eu não sei como vou contar
Um vinho, uma água pra iluminar o meu olhar"

"Você tentou demais e não podia entender
que o tempo que eu tinha não era pra você"

Daí eu sabia a uma semana que neste sábado tinha o S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L e fiquei enrolando pra conhecer as bandas, mas hoje, sem forças pra nada mais, fiquei na internet e assim que ouvi, debandei-me totalmente pros lados do Balcony Players, com uma musica cigana, dançante, de ritmo ótimo de escutar que me lembrou muito o filme franco/russo Le Concert
Não tem como colocar nenhum trecho deles aqui por que são músicas instrumentais.
Colocarei o ska de Pequena Morte, que eu não balançou meu coração - prova de que eu não sou promíscua! Ufa! Não vou com qualquer um não senhor! Eu tenho um gosto bem vasto, mas excluo uma coisa aqui outra ali... - mas que lembra uma soma de Paralamas das antigas, Móveis Coloniais de Acaju e Los Pericos e que toca amanhã no evento.

"É quando tudo se acaba e só nos resta dançar"

"O sol foi consumido eu sei..."

E hoje cheguei em casa cansada, como eu já falei, e antes de escutar Balcony Players, minha mais nova e arrebatadora paixão - sou capaz de comprar o CD caso eles estejam vendendo amanhã - pensando na morte do Wando e no Baile Bregarnaval, com a Orquestra Mineira de Brega, escutei Fagner, Deslizes.

"E é só assim que eu perdôo os seus deslizes
E é assim o nosso jeito de viver
Em outros braços tu resolves tuas crises
Em outras bocas não consigo te esquecer"

Hahahahahahaha. A Carina assustada com meu repertório extra variado e eu pensando em "com que roupa eu vou" pro show dos meus amores ciganos holandeses.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Espírito natalino

Pois desde novembro, quando as lojas Americanas do Shopping foram enfeitadas, eu todo dia dava uma olhada em enfeites natalinos. Sempre pensava em comprar um Papai Noel de feltro ou um "HoHoHo" brilhante pra por na porta, mas desistia, por que sempre custava 30,00 reais.
Nesse meio tempo, minha mãe se desresponsabilizou da ceia de natal e ficou tudo pra eu fazer, coisa que inclusive virou tema de uma consulta com a Dra Loirinha.. Eu resolvi então que se eu tinha que fazer a ceia, eu queria enfeites de natal, ora bolas! 
E fomos ontem, eu e Carina,  atrás de enfeites, mas os pisca-piscas acabaram, os enfeites de feltro continuam a 30,00 reais e a tuia que a gente achou no super mercado que era 13,00 reais estava meio morta meio viva, mas não foi levada pra casa, por que a fila do caixa estava de matar.
Problema é que quando minha irmã foi no dia seguinte comprar a tuia quase morta, ela já não estava lá. 
=/

Pois se eu não podia pagar e queria uma planta de natal (serviria qualquer planta, pensei até em samambaia), eu teria que dar outro jeito. Comprei uma pá de jardinagem e resolvi que eu desplantaria qualquer árvore mais natalina que eu achasse no caminho até a minha casa. Pra mim, foi ação do tal espírito natalino, mas, dêem o nome que quiserem...

No fim das contas, entrando na garagem do meu prédio eu vi esse pinheiro que daria super certinho com a minha casa... =)
Convenci os meninos da minha casa a trazerem emprestado o pinheiro e isso foi uma aventura emocionante!

Bom foi  a gente deitado nos pufs olhando por mais de hora, as luzinhas...





PS: Estou fazendo transgressões de fim de ano ou meu senso de moral anda fraco?
Bom... Eu acho é que está divertido.