quarta-feira, 18 de maio de 2011

Músicas, enjôo e xingamentos mentais

Estamos usando o iTunes aqui no meu trabalho quase como rede social. Eu já usava a um tempão e de repente chegou um monte de gente. O legal do iTunes é que a gente pode ouvir as músicas de qualquer pessoa que tenha e ative compartilhamento.
Pois foi assim que comecei a conversar mais com o Victor. E hoje ele me disse que tava ouvindo Bob Marley da lista do Bernardo. Aì:
C: - Tem uns 6 anos que não escuto bob Marley.
V: - E como você conseguiu contar o tempo?
C: - Eu escutava quando morava em Pará de Minas e namorava um cara que adorava reggae.
V: - Ah.
C: - Aconteceu o mesmo com Pink Floyd e Dave Matthews Band.
V: - Mas você escuta as coisas por causa do namorado?

Sentindo um risco à afirmação da minha personalidade, tratei de explicar:
C: - Não. Eu já conhecia as músicas. Mas pra tudo o que ia fazer tava tocando Bob Marley. Era pra viajar, em casa, saindo... Aí eu enjoei.



É verdade. Eu já gostava das músicas, mas teve namorado tão ricidulamente louco por algumas bandas que eu fiquei com ojeriza, sabe? Até porque escutava as músicas e lembrava dos namorados e das coisas legais vividas e das balelas contadas e do fim de namoror ridículamente mal explicado. Aí começo a abominar as músicas.
Mas escutei, sem querer, Pink Floyd numa rádio no carro de alguém outro dia. Fiquei foi puta com o fulaninho que me fez querer não escutar mais! Banda tão boa!!! Agora estou à caça de alguém que tenha, pra eu voltar a escutar.

Mas sinto muito, Bob Marley eu não pretendo voltar a escutar, porque não é a minha "vibe" (não é minha vibe, falar "vibe" também) e Dave Mattews Band vem de uma ojeriza muito recente e mais elaborada, de uma perda de tempo mais notável, então vai ficar na geladeira por um longo tempo.
Isso despertou o monstro dos xingamentos (que até hoje eu não sei se é com x ou ch) e eu devo postar, nos próximos dias, um texto só pra escrachar o FDP. Falarei aqui tudo o que eu gostaria de gritar pra ele. =)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Registro econômico-emocional

Outro dia paguei R$24,00 pra não ficar com um cara idiota.


E hoje - e isso não tem nenhuma ligação com o parágrafo anterior. Estou apenas economizando posts - estou, pela terceira vez na vida, vendo tudo desfocado, tudo absolutamente embaçado. Na primeira vez que aconteceu eu tinha uma carta descontrolada nas mãos e um almoço às 12:40. Dessa vez eu não tenho nada. O que é então?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Divagações sobre o tempo

Droga de site que não me permitiu postar nada esses dias todos!!!

Mas vamos lá: do que eu quero falar agora?

Tem esses dias que o tempo não passa. Moroso que só... Olhei pro relógio do computador e ele marcava 15:30. Agora, duas horas depois, ele está marcando 15:45. E entendiado de si mesmo.

Tem dia que o relógio tem vergonha do trabalho que faz e de ter tão pouco domínio sobre sua tarefa, afinal, quem manda na velocidade das coisa é o tempo. O relógio só dá o recado.
Contraditóriamente, o calendário (outro empregado do tempo) anda cansado ultimamente, trabalhando exaustivamente. Independentemente da velocidade das horas, os dias correm velozes, passam tão rápido que a gente só percebe de 5 em 5. Vão nessa rapidez sabe Deus pra onde.

E de 5 em 5 dias você consegue perceber que a vida anda correndo, passando demais, o fim do mês chega muito rápido. Eu noto isso porque a festinha dos aniversariantes aqui do trabalho acontece em toda ultima semana do mês, mas parece que é de duas em duas. E rápidinho chegam datas que antes demoravam séculos pra chegar.

Quando eu era pequena, o natal era um grande evento. Que por acontecer uma vez por ano, era memorável e anciosamente esperado. Doze meses passavam numa velocidade tão correta que me davam nos nervos. Era uma festa quando meu aniversário abria dezembro e a gente montava a árvore de natal. A expectativa para a noite de natal durava realmente os 24 dias. E o dia 6 de janeiro de desmontar a árvore, era realmente pouco mais que um mês.

Hoje meu aniversário acontece dia 01 e o dia seguinte já é dia 10, ponto alto do meu trabalho, horas extras e dores de cabeça diárias. O terceiro dia do mês é dia dia 21, férias, e aí Natal e logo em seguida o Revéillon e começa tuuuudo de novo!

O que será que aconteceu com o tempo? Ou o que será que aconteceu comigo?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Essa diversidade toda

Tenho essa cadelinha nova. Branquinha, felpuda, vira-lata e cega, tadinha. Não vê um palmo a frente do focinho pretinho...Ela virou minha sábado agora... Tipo minha filha. Minha única responsabilidade na vida além de mim mesma. Eu paguei o veterinário, comprei a ração (da mais cara), paguei vermífugo. E ainda fiz faxina na casa sem a Carina me obrigar. Simplesmente porque eu queria que a minha cachorrinha branca não ficasse preta do chão.
Aí pensamos em um nome. Achei muito boa idéia chamar de Clarinha. Por causa da Santa Clara que, além de amiga* do Francisco de Assis - que é o santo dos animais - , é a santa dos olhos. Quem for católico vai perceber que eu não sou. Afinal, a santa dos olhos é a Luzia**. Mas Luzia, bem como Francisca, não me pareceram bons nomes pra minha cadelinha linda. Além de Francisca ser o nome da minha avó.
Aí, veio prontinho na minha cabeça: Amélie. Por causa do filme alternativo mais clichê do mundo: "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". Ah... Infelizmente ele virou moda paras os anti-moda, mas é bom e eu ainda acho ele o mais bonito que já vi, então uma cachorrinha só minha tem merece esse nome.
Estavam lá em casa a Carina e o Léo, o namorado dela. E começaram a julgar a minha escolha. Ai como eu adoro quando resolvem que têm o direito de julgar as minha escolhas... Amo mesmo!!

Léo: - Porque Amiélie?
Carina: - Amélie é aquela mulher que fica enfiando a mão no saco de alpiste.

oO é de pasmar!

Léo: - Ahn??

Expliquei que não era assim (e que não era alpiste), mas o estrago estava feito. Se ele um dia for ver o filme, já vai começar com a idéia de filme viajado que não merece crédito.
Fico tão frustrada com ela... Puta merda! Não sabe de quase nada e julga tudo! É frustrante, não é?
Ao mesmo tempo, estranhamente - coisa pra Dra Psicóloga - eu fico muito satisfeita quando compro alguma coisa que ela acha estranho. Me orgulho muito em ser diferente dela. Mesmo que lá em casa achem que por isso, eu sou a ovelha negra, solteira e sem juizo.
Prefiro ser isso - e eu sei bem o que sou e o que não sou, nesses adjetivos todos que me dão - do que ser ordinária, caminhar com a massa, ter as mesmas cores e os mesmos sons.

Aí resolvi pensar um pouco sobre as coisinhas que me fazem feliz. Ou as coisas estranhas...

- Fico muito satisfeita quando o alarme do portão dispara e não fui eu.
Mas isso é um pequeno prazer? Acho que tá mais pra um sentimento de culpa eterno que eu devo carregar e que se alivia quando outro alguém tem a culpa ao invéz de mim...

- Fico feliz com cheiro de cachorro sem banho.
Mas isso é porcaria, não é não?


Ah! Assim não dá, pô! Cada coisa que eu escrevo, eu mesma discuto e justifico!
Deixa... Outro dia eu penso nisso.

Hoje fica só a conclusão de que fico muito mais bonita de pre do que de branco. E que a Carina devia fazer direito e um concurso pra ser juíza, mesmo eu achando que ela será uma ótima veterinária.





Por falar nisso, às vezes me custa esperar os anos passarem... Tô muito curiosa pra saber do roteiro a médio e longo prazo...





*Acho que a santa Clara teve foi uma quedinha pelo Francisco de Assis. Mas faz muuuito tempo que assisti "Irmão Sol, Irmã Lua".
** Santa Clara é santa do clima e do bom tempo, segundo fontes católicas e confiáveis.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A tal corda bamba

E eis que nada muda, na verdade. Mudam os detalhes, mas a vida é essencialmente, sempre a mesma coisa. E no meu caso a vida é andar na corda bamba desde que eu me mudei aqui pra capital...

Estou injuriada esses dias... Eu que era tão boa numa coisa fiquei ruim em duas coisas. E são reclamações, prazos não cumpridos, olhares exasperados e eu... Isso no trabalho! Mas ainda tem todos os outros componentes da minha vida. E essa semana teve um pouco de tudo. Tanto que só to escrevendo hoje porque não conseguia me decidir do que contar, já que está tudo precisando de narração - organização, ou mesmo esquecimento.

Eu bem que queria que alguém me ajudasse. Mas quem vai??
Cabe a mim escolher as coisas e os lugares da corda em que eu vou por o pé. Parece, agora, que eu tô é fazendo tirolesa. Não vejo, sinto ou percebo nada. Só vou.

E vou pra onde?

Pois é justamente este o ponto!




E o pior é que o inverno vem chegando, inabalável no seu curso.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Meu carnê das Casas Bahia

Ontem comprei uma cama. Não é uma cama de verdade, é a cama da moda: uma cama box. Colchão de mola com pillow top. Aprendi isso tudo semana passada, porque a vida toda quem comprava cama era meu pai. E tinha que ser de sucupira. E o colchão tinha que ser Ortocrin.
Bom, comprei a cama. Comprei lençõis listrados e um travesseiro com nano íons de prata. Hahah... inventam nomes muito bons pra diferenciar produtos idênticos... Aposto que ele tem manta acrílica por dentro e só.

O legal dessa história, além dos nomes complexos das coisas, é que a cama é de casal e eu vou colocar num quarto que é só meu. Aí desde que cheguei no trabalho fiquei pensando na cabeceira. Adoro moda e decoração é colocar a casa na moda, né? Pois então, pesquisei 15.000 fotos de cabeceiras: cabeceiras para cama box, cabeceiras criativas, cabeceiras interessantes, cabeceiras românticas, e por ai vai...

Achei, realmente, muitas coisas legais. Muitas eu creio que faço até sozinha. Outras não. Daí vasculhei na cabeça as pessoas que poderiam me ajudar, tanto em idéias quanto com as mãos... Vou atrás do Henrique, meu artista plástico preferido, da Glória, uma estilista super talentosa e romântica, do Tumati, outro estilista talentoso e antenado, e do meu pai, que há de me ajudar com a mão de obra.

De cama nova eu achoque vou até suportar melhor a idéia de não poder sair tanto... De estar confinada em Betim.

Essa história de ser adulta tem coisas que eu não imaginava!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Re-voltando

Tem quanto tempo? Dois anos? Mais?
Pois é assim mesmo... Eu começo e páro. Volto e páro de novo...
Voltei, porque li o blog de uma moça do Sul, que falou da Arezzo e que escreve muito bem. Me deu vontade de exercitar.
Ta bom que eu já escrevo diário, então me exercito diariamente, mas eu queria essa coisa pública, que me obbriga a escrever melhor.

Agora eu acho que virei adulta de vez. To me virando super bem, sabe? Vivendo, trabalhando, comendo. Não sofrendo quem não merece ser sofrido... Mas ainda tem tanta lembrança! Uma bosta essa coisa de amor - quando acaba.

Talvez eu não esteja inspirada o suficiente, mas fazer o quê? Se eu adiasse, talvez demorasse 4 anos!